Uruguai – Montevidéu | Tour pelo Estádio Centenário

O futebol uruguaio vive um momento de euforia depois da conquista da Copa América de 2011. O 15º título tornou o país o maior campeão do continente, ultrapassando a rival Argentina e deixando o Brasil ainda mais para trás. Desde o quarto lugar na Copa do Mundo de 2010, que os uruguaios se enchem de orgulho da sua seleção. Os bons resultados voltaram após décadas vivendo um papel de coadjuvante no futebol mundial, e o passado glorioso começa a ser resgatado.

SOBRE O ESTÁDIO CENTENÁRIO

Principal ponto de concentração dos festejos uruguaios, Montevidéu também abriga um dos grandes símbolos da história futebolística do país: o Estádio Centenário. Um passeio obrigatório para todos os amantes do esporte. Construído em 1930, foi palco da primeira Copa do Mundo, vencida pela seleção local em uma final emocionante contra os argentinos. Tanto essa vitória por 4 a 2, quanto todos os outros fatos importantes que marcaram a história do estádio estão expostos no Museu do Futebol. A entrada custa URU$80,00 (R$ 8,00 | U$ 5,00) e permite que o visitante tenha acesso também às arquibancadas do estádio, que são da cor azul-celeste e, assim como o gramado, estão bem conservadas. Mais legal ainda é o ticket de entrada, que simula com precisão o ingresso da final da Copa de 30.

Estádio Centenário | photo by Rafael Cardoso

COMO CHEGAR

Chegar até o Centenário é bem simples. Tome o terminal Rodoviário Tres Cruces como referência. Há ônibus de todos os cantos da cidade que chegam lá. Para quem vem da Ciudad Vieja basta pegar o CA1, que custa URU$ 10,00  (R$ 1 real | U$ 0,60) e tem como ponto final a rodoviária. Três empresas fazem a ligação entre o aeroporto e a rodoviária: COPSA, COT e Las Marías. As saídas são a cada meia hora, preço médio da passagem é de URU$ 20,00 (R$ 2 reais | U$ 1,25) e o trajeto dura aproximadamente 30 minutos. Uma vez no Rodoviário Tres Cruces, dá pra ir andando até o Estádio Centenário. Siga a Calle Dr Salvador Ferrer Serra no sentido oposto ao fluxo dos carros até cair na Avenida Itália, que é continuação dela. Entre à direita na Avenida Dr Américo Ricaldoni, aproveite para percorrer o Parque Battle, curtir a tranquilidade do local, observar o pessoal namorando, descansando e praticando atividades físicas. No fim da da caminhada é fácil identificar a fachada colorida do Centenário.


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O MUSEU

O museu fica aberto de quarta a sexta-feira, das 10 às 18 horas, e aos sábados e domingos das 10 às 14:30 horas. Há fotos, documentos e relíquias não só do futebol uruguaio, mas também do brasileiro e argentino. Camisas usadas por Pelé, Maradona e uniformes clássicos da seleção local. Também estão expostas as bolas, taças, chuteiras, pinturas e outros itens de colecionador, que retratam a importância histórica do Centenário. Até álbuns de figurinhas e uniformes antigos de árbitros estão presentes no interior do museu.

Site do Museo del Fútbol

Museo Estádio Centenário | photos by Rafael Cardoso

VALE A PENA VISITAR

O Centenário é utilizado pelos times do Peñarol e Nacional durante os campeonatos locais e sul-americanos. Juntos, eles possuem 8 títulos da Libertadores da América. Mas quem brilhou com mais intensidade nesse palco do futebol, no entanto, foi a seleção. Ela é detentora de 21 títulos internacionais, dentre os quais se destacam os Mundiais de 1930 e 1950 (no famoso Maracanazzo, onde derrotou o Brasil por 2 a 1 em pleno Maracanã), e as Olimpíadas de 1924 e 1928. Com as taças e o futebol voltando a animar a população uruguaia, visitar Montevidéu e o estádio Centenário virou um passeio mais imperdível do que nunca.


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Rafael Cardoso Sobre Rafael Cardoso

Rafael Cardoso é carioca, formado em jornalismo e pós-graduado em História Contemporânea. Apaixonado por viagens, adora planejar roteiros e estudar mapas. Pão-duro convicto, valoriza cada moedinha investida em um mochilão. Vive atualmente o seu ano sabático e descobriu que escrever sobre turismo é uma ótima terapia. Contatos: Twitter Facebook Email Blog

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Sobre

Yochabel Fragoso

Paraibana de Campina Grande, que tem o coração na literatura hispano-americana e que encontrou no mundo de call center sua nova inspiração. Dona do coração do Júnior Gomes, que decidiu deixar o "salto alto" de lado e colocar a mochila nas costas para conhecer um novo mundo.

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