Colômbia – Bogotá | 3 dias sem mochila por causa da TAM

Embora esse caso tenha acontecido ano passado, gostaria de compartilhar com vocês o desconforto que vivi no primeiro dia das minhas férias, que por muito pouco não acabou com 6 meses de planejamento dessa viagem. Leiam, tirem suas conclusões e use esse espaço para compartilhar alguma experiência semelhante. Uma coisa é certa nisso tudo, são nessas roubadas que aprendemos a lidar com imprevistos.

AVIÃO LOTADO E SEM ENTRETENIMENTO

Em janeiro de 2011 iniciei meu mochilão (Colômbia, Caribe, Equador e Peru) pela linda cidade de Bogotá. Embarquei em São Paulo (GRU) pela TAM em um Airbus A320 (pequeno e apertado), com duração de aproximadamente 5h30. A TAM tinha começado a atuar nessa rota recentemente, lançou promoção e tudo mais no mesmo período. Resultado… voo lotado! Por se tratar de um voo longo e internacional, pensei que a TAM iria colocar na rota um avião maior, com entretenimento a bordo e tals. Pura ilusão!

O serviço de bordo foi legal, com almoço, um vinhozinho e depois um lanche. Entre apertos dos bancos e o choro desesperado de duas crianças, consegui chegar bem (tirando a ansiedade) em Bogotá.

DESEMBARCANDO SEM BAGAGEM

Após quase 45min na fila da imigração, a ansiedade foi passando e segui caminhando pelos corredores do aeroporto com grandes letreiros coloridos me desejando coisas boas – “Bem Vindo a Colômbia” (Era um sinal?!). Não demorou muito pra descobrir que o “perigo” colombiano era brasileiro e se chamava TAM. Fiquei aguardando a  “Mary Jane” (minha mochila) na esteira e nada dela chegar. Éramos 5 brasileiros sem bagagem, um absurdo! Corri em busca de ajuda e encontrei um funcionário despreparado que só falava espanhol. Como assim, só fala espanhol e atende passageiros vindos do Brasil?! Pois é… a tranquilidade do colaborador da TAM era surreal, pra ele mais nosso caso era só mais um número na estatística de bagagens extraviadas vindas do Brasil. Nesse momento fiquei sabendo que na mesma semana outros passageiros tiveram o mesmo problema.

Começar uma viagem de 30 dias sem minha mochila foi complicado e mais ainda não ter explicações concretas da companhia de sobre o problema. Sai dali com um papel e um fone para ligar no dia seguinte. A TAM só opera um voo diário para Bogotá, assim não teria outra alternativa a não ser aguardar o próximo voo.

No dia seguinte tentei ligar por várias vezes no fone sinalizado no papel e não tive sucesso. Comecei então uma via crucis pelas santas redes sociais (Facebook e Twitter). Em menos de 30 minutos que comecei a twittar loucamente, tive um retorno da empresa informando: “Sr. estamos analisando o seu caso” e até hoje aguardo essa analise. Só tive esse contato e nada mais. O jeito foi aguardar a abertura do guichê de atendimento no Eldorado.

MOMENTO DE REVOLTA

Chegando no aeroporto fui no local do guichê e estava fechado. Segui para a central de informações e fui informado que os funcionários estavam na sala de desembarque recebendo os passageiros do voo que havia chegado. Fui até lá e os policiais não liberaram o acesso. Já com quase 2h de espera, avistei uma criatura com o uniforme da TAM. Não pensei duas vezes, segurei o rapaz pelo braço (como quem diz: “Daqui você não sai!”) e derramei toda a raiva no pobre coitado falando meu “Lindo” espanhol. Ele, assustado, disse que era brasileiro e que eu podia falar em português com ele. Imaginem o que eu falei em bom português! Em resumo, o cara era o gerente responsável pela TAM na Colômbia. Minutos depois fui informado que minha mochila só chegaria no dia seguinte. “P” da vida perguntei qual o procedimento de reembolso naquele caso, visto que até o momento não tinha sido informado pela empresa como ela iria proceder. O gerente repassou as informações e processo de reembolso. Aí foi tarde, eu já tinha me ferrado! Gastei,  não guardei recibos/notas, então nada de reembolso.

Naquele dia estava chovendo muito em Bogotá, fazendo um frio desgraçado e eu com uma jaqueta leva. Voltei pro hostel no táxi contratado pela TAM e no dia seguinte recebi minha mochila no hostel por volta das 17h. Foram 3 dias com a mesma roupa, as minhas fotos não deixam mentir! Como dizem aqui no Ceará: “toda desgraça pra corno é pouca”.

O que aprendi com tudo isso:

  • Ter na bagagem de mão uma muda de roupa;
  • Saber o endereço, fone, email… da embaixada do Brasil no país que você vai visitar. Nesses casos eles podem te ajudar;
  • Guarde todos os comprovantes de tudo que for gasto por conta do extravio de sua bagagem, inclusive os recibos de táxi utilizados para comprar as coisas;
  • Peça por escrito o valor que você pode gastar por conta do reembolso;
  • Use o twitter, facebook e coloque a boca no trombone. Na pior das hipóteses o povo fica sabendo do problema;
  • Verifique se seu seguro de viagem e/ou cartão de crédito cobrem extravio de bagagens. Se sim, acione o mais rápido possível;
  • Se quiser ir em frente com o caso, chegando do Brasil coloque o problema na mão de um advogado. Guarde tudo que possa servir de prova, isso vai ajudar no processo. Sabemos que pode demorar, mas nesses casos a justiça tem sido a favor do passageiro.

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Júnior  Gomes Sobre Júnior Gomes

Júnior Gomes é analista de planejamento (Contact Center) e estudante de ADS. Mochileiro de plantão, curioso por internet, mídias sociais e pela área de turismo. Adora viajar (gastando pouco!), conhecer pessoas e culturas diferentes. Sua nova descoberta é a fotografia e sonha com um ano sabático. Contatos: Twitter Facebook Email

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Sobre

Júnior Gomes

Júnior Gomes é um cearense cabra da peste, que desde 2009 começou a mochilar e já conquistou 19 carimbadas no seu passaporte. Morou no Sul do Chile e sonha em completar os 50 países até os 50 anos. Fundou o blog para ajudar outros viajantes, priorizando dicas de como viajar muito e gastar pouco. Ao lado dos seus amores, Bel (esposa) e Kika (cadelinha), sonha em curtir um sabático pelo mundo.

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