Bolívia – Contrastes, diversão e alguns apuros. Vai encarar? | Parte 4

E aí pessoal, gostaram das histórias e dicas do Douglas até agora? Pois é, ele passou por várias cidades legais na Bolívia, começando por Cochabamba, depois visitou Sucre (capital da Bolívia), Potosí (a cidade mais alta do mundo) e partiu para Uyuni. Nessa última cidade, ele contratou um passeio de 3 dias pelo Salar de Uyuni e região. Esses 3 dias são sensacionais, cheios de lindas paisagens, lutas com a falta de ar por conta da altitude, dormindo em lugares sem conforto e rodando em média 8 horas por dia em um carro 4×4. Bem, vamos para a 4ª Parte dessa viagem. Curtam e qualquer dúvida comentem abaixo!

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EXPEDIÇÃO PELO SALAR DE UYUNI

No dia seguinte, levantamos as 6 da manhã, tomamos um café reforçado e saimos por volta das 7 da manhã. No segundo dia da nossa expedição, começamos a nossa peregrinação no Valle de Las Rocas. Lugar com visual impressionante, com destaque para rocha em forma de águia sem cabeça. Seguindo em frente, começamos então a peregrinação pelas Lagunas do Altiplano de Potosi, localizadas no meio ocidental da Cordilheira dos Andes com altitude média de 4600 metros. Essas lagunas são riquissimas em minérios, vida animal e vegetal. Por isso cada uma delas possui uma cor particular que varia dada estação do ano, posição do sol. Passamo nesse dia por várias lagunas com destaque para Laguna Colorada. No caminho encontramos vulcões tanto no lado chileno quando boliviano, e no caminho deparamos por diversas vezes com llamas e vicunhas. O caminho é muito bom e exige várias vezes dos 4×4 já que não existem estradas e cruzamos alguns rios com água na metade da porta do carro por algumas vezes, realmente impressionante.

Salar de Uyuni | photo by @DouglassNunes

Salar de Uyuni | photo by @DouglassNunes

Neste segundo dia, além das Lagunas, a visita a Árvore de Pedra é indispensável. É uma incrivel formação rochosa (muito bacana para tirar fotos) cercada por montanhas e rochas vulcanicas. De lá, fomos em direção a Laguna Colorada que se localiza num parque estadual/federal (não me lembro ao certo) e o valor da entrada do parque é de 150 bolivianos, cerca de US$22,00. No caminho até até a Laguna Colorada começou a nevar um pouco, o que levou muitos ao delirio.

Árvore de Pedra | photo by @DouglassNunes

Árvore de Pedra | photo by @DouglassNunes

Vale ressaltar que o dia começou com frio, cerca de uns 12 graus. A temperatura chegou proxima dos 25 graus e a noite no segundo alojamento chegou próximo dos 5 graus. Então se prepare para encarar todo tipo de clima num só dia! A temperatura varia muito durante o dia, então se agasalhe bem, muito protetor solar e óculos de sol são indispensáveis. A gente cansa de ver essas recomendações na internet, mas vi muita gente se ferrando por causa disso durante a viagem.

Quando chegamos a Laguna Colorada fomos até o mirante de onde tiramos fotos sensacionais. Nem parece real, e completamento o visual um mar de flamingos. Depois disso fomos ao segundo alojamento. Muito mais aconchegante e mais quente que  o primeiro. Mas de novo o problema do banho. Só alguns locais disponibilizam banho ( o q eu estava não). Fomos até o outro alojamento onde pagamos 10 bolivianos pelo banho que curiosamente a água era aquecida por uma pequena fornalha de carvão. Foi um banho rápido, meio frio meio quente, mas revigorante. Outro fator agravante nesse alojamento é que energia elétrica só das 19:00 as 21:00 da noite. Então é uma correria para carregar bateria de câmeras ou qualquer dispositivo. Vale ressaltar que não há celulares ou qualquer tipo de acesso a internet, então desencane de carregar estes tipos de dispositivos. A refeição a noite neste dia foi muito boa, e até foi servido um bom vinho durante o jantar. Para os adeptos outros tipos de bebidas, neste último alojamento possuia uma mercearia que vendia refrigerantes, cervejas, etc. Como logo acaba a energia, é recomendado dormir bem cedo, porque no dia seguinte as atividades se iniciam bem cedo.

Guiesers | photo by @DouglassNunes

Guiesers | photo by @DouglassNunes

O terceiro dia e último dia dessa jornada, por volta das 5:30 da manhã (não antes de tomarmos um ótimo reforçado café da manhã), partimos para a visita dos guiesers vulcânicos que ficavam a cerca de 5000 metros de altitude cerca de uns 30 minutos de viagem partindo do alojamento. Depois de uma parada de 30 minutos para exploração e muito fotos inusitadas, partimos para Laguna Tarapaya que é um vulcão em forma de funil, que brota água a 50 graus centigrados. Vale muito a pena o banho. Nessa parada, gastamos cerca de 1 hora. De lá partimos o último deste do passeio, a Laguna Verde que fica de frente ao vulcão Licancabur onde finalizamos a viagem em grande estilo com umas das mais belas vistas dos 3 dias. Dai em diante, dependendo do roteiro da sua viagem, o guia pode deixá-lo na fronteira com o Chile (negociamos o transporte em Uyuni para San Pedro do Atacama ao custo de 50,00 bolivianos por pessoa), ou é feito o caminho de volta até Uyuni se vai seguir a outro destino na Bolivia a partir de lá.

 Laguna Verde  e  Vulcão Licancabur | photo by @DouglassNunes

Laguna Verde e Vulcão Licancabur | photo by @DouglassNunes

Conheci várias pessoas durante este trajeto que usaram outras empresas, e todos fizemos praticamente o mesmo roteiro e ficamos no mesmo lugar. Os guias são ótimas pessoas, conhecem bem a região e tem muita informação para curiosos como eu que não parava de perguntar. Espero que este relato tenha esclarecido algumas dúvida e os estimule mais ainda a conhecer estas cidades e o Salar, pois apesar das dificuldades, é uma experiência que nunca será esquecida.

Douglas Nunes

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Ufa! Que viagem maneira… como disse o Douglas: “Uma experiência que nunca será esquecida!”. Realmente, a Bolívia é encantadora. Se você não leu os outros posts sobre essa viagem, clique nos links abaixo e leia toda essa viagem. Até a próxima!

Bolívia – Contrastes, diversão e alguns apuros. Vai encarar? | Parte 1
Bolívia – Contrastes, diversão e alguns apuros. Vai encarar? | Parte 2
Bolívia – Contrastes, diversão e alguns apuros. Vai encarar? | Parte 3

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Sobre

Yochabel Fragoso

Paraibana de Campina Grande, que tem o coração na literatura hispano-americana e que encontrou no mundo de call center sua nova inspiração. Dona do coração do Júnior Gomes, que decidiu deixar o "salto alto" de lado e colocar a mochila nas costas para conhecer um novo mundo.

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