Bolívia – Contrastes, diversão e alguns apuros. Vai encarar? | Parte 3

Nosso amigo viajante, Douglas Nunes, chega em Uyuni após passar pelas cidades de Cochabamba, Sucre e Potosí. Até aqui ele já leva em sua mochila boas histórias pra contar e nesse terceiro post ele fala boas dicas sobre o caminho até Uyuni (via Potosí), a cidade e o Salar. Conforme vários relatos que já li na blogsfera, esse é um dos piores trechos para se viajar dentro da Bolívia, inclusive na minha trip por lá, resolvi mudar o roteiro só por conta disso. Mas como o Douglas tem raça e topa os desafios ele foi. Leia como foi mais esse trecho da sua saga pela Bolívia

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UYUNI E EXPEDIÇÃO PELO SALAR

Salar de Uyuni | photo by @DouglassNunes

Salar de Uyuni | photo by @DouglassNunes

A passagem para Uyuni custou cerca de 60 bolivianos e os ônibus e todas as cia partiam entre 7 e 08:30 da noite. A viagem não era muito longa e 6 horas depois chegamos em Uyni por volta de uma hora da manhã. O ônibus me deixou no lugar que pela manhã vim a descobrir que onde estavam todas as agências que faziam saidas para o Salar. Naquela hora da noite, não dava para procurar muito e apenas alguns metros da onde desci, encontrei 2 hostels ali próximo. Um custava cerca de 100 bolivianos quarto duplo (bem salgado o preço com café da manhã) e o outro 40 bolivianos no quarto compartilhado porém sem café da manhã.

Logo que amanhaceu não perdi muito tempo e fui pesquisar nas agências os preços. Para o Salar existem duas opções, a do passeio de 1 dia que custa US$65,00 e a opção de três dias que custava US$130,00. Embora fosse verdade que por causa das chuvas não havia saida a 2 dias, o preço inflacionou um pouco. Antes da viagem havia pesquisado e o passeio de 3 dias que custaria entre 650,00 e 700,00 bolivianos havia agência pedindo 1000 para sair no dia seguinte. Fechamos em uma por 900 bolivianos para saida no mesmo dia com direito a todas as refeições e alojamento mas banho não estava incluso.

Saimos por volta das onze da manhã em direção ao nosso primeiro destino. A cidade de Colchani. A população desta cidade vive basicamente da extração do sal e do artesanato produzidos a base de sal e venda de roupas típicas. Conheçemos um pouco mais de como é feita a extração do sal e transporte relatados pelo figurassa do nosso guia Pedro e de lá partimos para o Salar de Uyuni.

A chegada ao Salar impressiona. A quilometros de distância vemos os primeiros hotéis de sal (que mochileiros nem ousam passar perto porque as diárias variam entre US$80,00 e US$100,00) e logo em seguida dezenas de Toyotas Land Cruisers 4×4 entrando no Salar. Falar daquele lugar é quase que impossível. Tentei rescrever várias vezes este trecho do relato, mas só as fotos conseguem fazer jus a tudo aquilo que nos deparamos. São 12000km2 de deserto salgado que quando olhamos no horizonte (quando fui o deserto estava alagado) era dificil distinguir o que era chão e o que erá céu.

Depois de 30 minutos para fazer todo tipo de fotos, fomos então mais adentro ao centro do salar na Isla del Pescado. Lá tem um restaurante e é um ponto de encontro onde todos almoçam. Como estava incluso em nosso pacote, o motorista preparou um almoço ali mesmo, com direito a refeição diferenciada para as meninas do grupo que eram vegetarianas.

Após uma hora para refeição e muito mais fotos, partimos então ao cemitério de trens que fica próximo a cidade de Uyni. Vimos as carcaças de trens antigos, tiramos várias fotos e partimos. O planejado era irmos até a cidade de San Cristoban visitar as minas (muito de nós já haviamos visitado em Potosi, então não fez muita diferença), mas como estava anoitecendo, o guia disse que deveriamos ir direto ao alojamentos. A chegada ao alojamento foi onde nos deparamos como nosso primeiro grande perrengue. O lugar onde dormiriamos era muito simples e o banheiro uma calamidade. Era improvavél que alguém se ariscaria a tomar banho ali, então todos pulamos o banho aquele dia. Mas isso não nos desanimou, enquanto nosso jantar era preparado, conhecemos umas argentinas de Buenos Aires e fizemos jogos de bebedeira com elas e quem responsesse errado perguntas sobre o pais, tomava um shoot. Nem preciso dizer que fiquei bêbado e envergonhado por não conhecer nada sobre a Argentina. Logo em seguida o jantar foi servido. Sopa de legumes e macarrão. Ótima refeição. Há dias não comia tão bem.

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E ai pessoal, gostaram do relato?! Se você ainda não viu o começo dessa história, click nos links abaixo.

Bolívia – Contrastes, diversão e alguns apuros. Vai encarar? | Parte 1

Bolívia – Contrastes, diversão e alguns apuros. Vai encarar? | Parte 2

No próximo post iremos viajar por uma Expedição pelo Salar de Uyuni e região. Um dos lugares mais encantadores do planeta. Inté!

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Sobre

Júnior Gomes

Júnior Gomes é um cearense cabra da peste, que desde 2009 começou a mochilar e já conquistou 19 carimbadas no seu passaporte. Morou no Sul do Chile e sonha em completar os 50 países até os 50 anos. Fundou o blog para ajudar outros viajantes, priorizando dicas de como viajar muito e gastar pouco. Ao lado dos seus amores, Bel (esposa) e Kika (cadelinha), sonha em curtir um sabático pelo mundo.

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