Bolívia – Contrastes, diversão e alguns apuros. Vai encarar? | Parte 2

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E lá vamos nós para a segunda parte da viagem do Douglas pela Bolívia. Na primeira etapa ele contou como foi sua breve passagem por Cochabamba, a descoberta dos dinossauros em Sucre e a proibição de uso de bebidas alcoólicas nas ruas da cidade. Nesse post vamos acompanhar mais um pouco dessa trip cheia de aventuras com Douglas Nunes.

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POTOSÍ – A CIDADE MAIS ALTA DO MUNDO

Douglas Nunes na Bolívia - "Pq estilo é o que não falta"

Douglas Nunes na Bolívia - "Pq estilo é o que não falta"

De Sucre, geralmente os viajantes partem para Potosí. Existem duas formas para realizar este trajeto. A primeira opção é de ônibus, que geralmente a cada duas horas, custa US$3,00 com percurso de 3,5 horas. No meu caso optei pela segunda opção. Fora da rodoviária existem alguns táxis, quem fazem este mesmo trajeto em bem menos tempo, cerca de 2 horas e o preço não é muito mais caro. A viagem para 4 pessoas sai em torno de US$7,00 por pessoa e vale muito mais a pena porque a paisagem do trajeto é fantástica com ótimos cenários  que valem a pena realizar uma paradinha e tirar ótimas fotos.

No caminho a Potosí, por recomendação e insistência dos mochileiros que viajavam comigo, tomei o comprimido de soroche e masquei muita folha de coca para não sentir os efeitos da altitude. Pra ser sincero, além de um pouco de dificuldades para respirar, não mudou muito. Mas vi muitas pessoas sentirem todos tipo de efeito então recomendo a utilizar estes artificios. Como Potosí é a cidade mais alta do mundo (3.967 metros de altitude), então é recomendado todas medidas a nós mortais assim como eu não que vive bem próximo ao mar. A população nesse lugar é bem humilde em geral, com baixa escoloridade e renda e lá reconhecemos ainda mais os traços indigênas tipicos bolivianos na população. As únicas opções de empregos na cidade são os comércios, turismo ou as minas. Uma realidade muita dificil de se encarar.

"Trabalhando" nas Minas de Potosí | Photo by Douglas Nunes

"Trabalhando" nas Minas de Potosí | Photo by Douglas Nunes

O passeio pelas minas de Potosí é parada obrigatória para quem passa por lá. A visita custa entre US$6,00 e US$10,00 doláres (dependendo do tamanho do grupo) e dura cerca de duas horas. Os guias são geralmente hilários, piadistas o que ameniza um pouco a dura realizada dos mineiros. A dica nesse passeio é sempre levar um “regalito” aos mineiros, geralmente um refrigerante e folhas de coca. Outro ponto turístico importante em Potosi é a Casa da Moeda. Localizada no centro da cidade foi construida em 1753 e sua construção levou cerca de 20 anos. Possui um dos maiores repositórios da história da extração mineira, pinturas, história indigina e vários salas reconstituídas com ambientes de época. A visita custa cerca de US$3,00. Outra atração em Potosi são as águas termais. Não tive tempo de conferi mas todos que conheci que foram, me deram um ótimo feedback.

Se for se hospedar em Potosi, o Hostel Carlos V é uma boa pedida, possui ótimas instalações e foi um dos melhores locais que encontrei na cidade para fazer câmbio. Seus preços variavam entre 60,00 e 140 bolivianos dependendo do tipo de quarto. Os melhores bares que encontrei por lá, ficam próximos a praça central. Lá também estão localizadas todas as agências de turismo e os melhores resturante da cidade.

Enquanto estava na agência em Potosí, conheci algumas francesas que me deixaram um pouco assustados. Elas estavam partindo para Uyuni no fim da tarde assim como eu, porém não estavam encontrando saidas para o Salar e o disseram que não haveria disponibilidade de saida nos próximos 5 dias. Isso me deixo um tanto preocupado mas mesmo assim decidi seguir em frente.

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Sobre

Júnior Gomes

Júnior Gomes é um cearense cabra da peste, que desde 2009 começou a mochilar e já conquistou 19 carimbadas no seu passaporte. Morou no Sul do Chile e sonha em completar os 50 países até os 50 anos. Fundou o blog para ajudar outros viajantes, priorizando dicas de como viajar muito e gastar pouco. Ao lado dos seus amores, Bel (esposa) e Kika (cadelinha), sonha em curtir um sabático pelo mundo.

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